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terça-feira, 1 de julho de 2014

Retrospectiva - 2011 - 2014

...devo ganhar o recorde de ficar sem escrever em um blog: 4 anos. Bom, nos últimos dois meses estive pensando no meu blog,  lendo e relendo o que escrevi desde o início, em 2007.  Para início de conversa -  gosto de histórias de vida, incluindo a minha, pois amo viver. Acho que por isso já li tantas biografias, incluindo a de Martin Luther King, Mandela, Lula e outras pessoas fascinantes, de grandes ou pequenas proporções na história de um país, ou importantes para um grupo de pessoas ou só alguns indivíduos, ou como vi recentemente no filme "A culpa é das estrelas', ser especial para apenas uma pessoa já vale a pena viver. Cada um tem uma história de vida e gosto de conhecê-las, ouvi-las ou lê-las.
A minha história nesses últimos 4 anos representa bem o que é viver: sofrer, sorrir, cair, levantar, perder, ganhar, recomeçar, sobreviver. Vou fazer um 'highlight' dos principais eventos que nortearam esses quase 1461 dias.

2011 - Consegui entrar na seleção de Mestrado em 2010, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Foi uma seleção acirrada e o gosto da vitória de entrada foi maravilhoso. Ponto alto: os contatos (network) que fiz. Ponto baixo: as limitações para desenvolver uma dissertação praticamente sozinha, já que minha orientadora, extremamente ocupada, não pôde me acompanhar muito. Ano de algumas produtivas viagens acadêmicas pelo mestrado: Aracajú, Salvador e fora do Brasil, em Valência, na Espanha. Nessa última viagem, soube da morte trágica, acidente de avião, de minha orientadora da monografia de fim de curso de pedagogia, a qual foi mencionada aqui em 2008, em um post. Maria Fernanda Jalles, minha inspiração nas pesquisas sobre o Bilinguismo. Saudades. 

2012 - Ano com dificuldades financeiras, muitas, acabada a bolsa da Capes em Abril e as escolas de inglês com seus quadros de funcionários já preenchida para aquele semestre. Aprendi a ter mais paciência, a viver com pouco, a empreender buscando novas alternativas, a cuidar das finanças e a acreditar que dias melhores viriam. Em julho desse ano mencionado fui contratada pela Cultura Inglesa e pelo Senac, iniciando-se assim uma fase de muito trabalho e a busca do equilíbrio nas finanças.

2013 - Ano seguiu  seu rumo normal: trabalho, mais ainda, comecei a coordenar um projeto Bilíngue em uma grande escola em Natal, namorada de Dyego, que havia conhecido na Cultura Inglesa e mãe de adolescente. Mas no fim desse ano, após alguns meses de dores fortes no cranio e os médicos sem encontrarem a razão, descobri que tinha um tumor de 4 centímetros na medula, doença genética, e, mesmo sendo benigno, teria que ser retirado urgentemente, pois eu estava perdendo a força e movimento do lado direito do meu corpo. Fiz a cirurgia no dia 17 de dezembro. Era o dia que estava marcado, a meses, a viagem de Yohan à Inglaterra para intercambio de 6 meses com minha irmã Silvia. Estava na minha mão a decisão se ele ia ou ficava, pela cirurgia. Se eu morresse ele não estaria aqui, era uma possibilidade. A única certeza que eu tinha era a do meu desejo: viver.  Ele foi. Fiquei passando pela prova da vida ou da morte. Renasci. Descobri o poder da oração, da família e dos amigos presentes e da fé. 

2014  - Ainda dou crises de alegria. Choro emocionada ao respirar e ao lembrar que, além de estar vivinha da silva, tenho todos meus movimentos do lado direito de volta.  Fui ver meu médico, levar para ele a última ressonância pós cirúrgica e minha medula estava limpa, sem nenhum tumor. Abracei-o tanto, tanto, e chorei. Joy! Abracei o porteiro e quem mais encontrei pela frente. Caminhei chorando quando saí da Clínica. Ainda choro quando vou a praia, de alegria em poder ver o mar. Cadê minha canga? : )
Deixei dois trabalhos e fique só na Cultura Inglesa, para ter tempo de fazer todas as hidroterapias e processo de reabilitação pós cirúrgica. Semestre sem o Yohan,  amigos mais presentes do que nunca. Novas amizades. Reflexões. Decidi: tirar o segundo semestre de 2014 de licença para ficar com minha família. Assim estou nesse momento. Pedido de licença concedido pela Cultura, podendo voltar ano que vem, se eu quiser. Yohan chegou feliz, falando inglês fluente. Viagem marcada para Goiás junto com Yo e, em  seguida, uma viagem nossa ao Canada, para visitarmos minha outra irmã, Ana, que mora lá com a família.  Vamos viajar, pois de acordo com Mário Quintanta, "viajar é trocar a roupa da alma". Vamos seguindo  a caminhada, como "palavras de um livro sem final".  Travessia!


 "pescador de ilusões',  Rappa. 



Se meus joelhos não doessem mais 

Diante de um bom motivo 

Que me traga fé, que me traga fé 

Se por alguns segundos eu observar 
E só observar 
A isca e o anzol, a isca e o anzol 
A isca e o anzol, a isca e o anzol 
Ainda assim estarei pronto pra comemorar 
Se eu me tornar menos faminto 
E curioso, e curioso 
O mar escuro, é, trará o medo lado a lado 
Com os corais mais coloridos 

Valeu a pena, ê ê
Valeu a pena, ê ê
Sou pescador de ilusões 
Sou pescador de ilusões (bis)

Se eu ousar catar 
Na superfície de qualquer manhã 
As palavras de um livro sem final 
Sem final, sem final, sem final, final 




Valeu a pena, ê ê 

Valeu a pena, ê ê
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões (bis)



Se eu ousar catar 

Na superfície de qualquer manhã 
As palavras de um livro sem final
Sem final, sem final, sem final, final

Valeu a pena, ê ê
Valeu a pena, ê ê
Sou pescador de ilusões

Sou pescador de ilusões (bis)



















quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O NOVO



Gosto de desafios. Riscos também. Penso bem antes de decidir. Mas chega um momento que está posto à nossa frente opções e temos que escolher. Comecei dois mil e dez deixando ‘espaço para o novo’, como disse Roberto Shinyashiki, no livro ‘A revolução dos campeões’.

Estou na Empresa Open Doors há sete anos como professora de inglês. Gosto. Muito. Mas chegou a hora de mudar. Os horários não bateram muito para eu conciliar o mestrado e o trabalho lá. Pedi demissão. Não tenho um novo trabalho. Nem perspectiva de conseguir uma bolsa da Universidade rapidamente. Medo? Não. Apenas expectativa para receber o novo. Esperar o novo significa ficar quieto esperando o anjo abrir outra porta? Pra mim não. Querer o novo significa bater em outras portas. Renovar contatos. Enviar email pra uma nova escola que tem turmas noturnas e aos sábados. Colocar anúncios no jornal. Falar com amigos. Não ficar em casa deitada pensando se iremos conseguir. Levantar. Crer. Não desistir. Continuar agindo. E não fico desesperada nunca? Raramente. Aí me lembro que a Bíblia diz que ‘a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem’. Lembro-me também de pesquisas que foram feitas que mostraram que ‘as grandes conquistas da humanidade foram realizadas por homens e mulheres cansados e desanimados, mas que NUNCA DESISTIRAM’.

Gosto do que Fernando Pessoa escreveu; “...da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do universo e por isso minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer...por que sou do tamanho do que vejo, e não do tamanho da minha altura...”. Por isso vejo coisas novas e maiores. Revejo minha missão de vida. Minhas metas. Planejo. Oro. Organizo aulas particulares para os alunos que ainda virão. Vou a livraria ler livros que me ajudem a ter a visão clara do que quero alcançar na minha vida. Hoje descobri um. “O que realmente importa’ de Anderson Cavalcante. Fez-me ver que estou no caminho certo. O novo virá. Bienvenu.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

marta medeiros

Minha amiga Taih me enviou um artigo de Marta Medeiros....'miss imperfeita'...além de dizer que o artigo era a minha cara, disse que o meu jeito de escrever lembrava à essa escritora de "Divã"...nossa estou bem longe de escrever como ela...mas amigas tem o dom de nos fazer sentir bem com exageros assim. Seria um tédio ter que escrever tão frequente e por obrigação como Marta. Meu último 'post' foi em janeiro. Exagero. Demorei demais a voltar a escrever e volto aqui escrevendo nada com nada.

Aproveitando que coloquei a procrastinação de castigo, vou pensar um pouco sobre o ano de 2009 na minha vida. 33 anos. Aluna especial do mestrado. Tentando crescer profissionalmente. Trabalho menos. Pouco dinheiro. Mais tempo para estudar e ficar com Yohan. Babá, faxineira, cozinheira, motorista, amiga e mulher... que prefere um 'heartbroken' do que não sentir nem viver nada... que volta chorando de Pipa depois de ouvir 'I am not in love with you'...mas que nesse mesmo trajeto cheio de lágrimas e soluço tem a idéia da continuação do livro "O Diário' que nunca foi publicado e talvez nunca seja....afinal sou uma 'miss imperfeita', mas só tê-lo escrito para o concurso que não ganhei já foi o prêmio...e ter tido a idéia do segundo livro já me salvou. Assim estou terminando meu ano. Lendo Marta Medeiros. Sozinha. Sorrindo.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Sintia Soares

Quanto tempo sem escrever, já estava com saudades de parar por aqui e descortinar meu coração nesse inicio de ano. Dois mil e nove. Fiz trinta e três anos no dia vinte e nove de janeiro. A idade que Jesus morreu, e a idade que me sinto mais viva que nunca.

Férias. Família. Festa. Eu e Yohan ficamos quarenta dias com nossos amados em Goiás. Maior parte do tempo cuidei dos quatro filhos pequenos da minha irmã Silvia, que estava se preparando para se mudar para os Estados Unidos com o marido e o seu quase time de football. Sou abençoada com três irmãs. Lindas. Silvia, me remete ao significado da palavra respeito, consideração, admiração por seus talentos na arte e na música, e ternura por vê-la ao longo dos anos tentando cuidar de mim, aquela coisa de irmã mais velha. Anna, a mais nova, eu poderia usar as palavras escritas no livro que ela me deu de presente nessas férias, “The other boleyn girl’, quando Anne, descreve sua irmãzinha Mary como “my litle sister, my little golden sister, my milk and honey sister’. Minha doce irmã. Agora uma mãe bela da Bela. Isabela. Eu poderia escrever muito sobre nossas histórias de infância, ou da nossa ‘road trip’ por Amsterdan, passeando de carro com ela e o marido por toda a Holanda e rindo de tudo e de nada. Mas vou escrever hoje sobre minha segunda irmã, Sintia. Sister. Soeur. Singular. Sábia. Sincera. Simples. Serena. Sorridente. Saudades. Ela veio comigo de Goiás e passou duas semanas aqui em Natal, para ver o mar pela primeira vez. Minha alma entrou em estado constante de festa. Banquete. A diversão organizou tudo, a ansiedade tirou férias, o amor reinou e a alegria foi a convidada de honra.

Em Pipa, minha praia favorita, tomando um capuccino numa tarde onde o sol não queria nos dar au revoir, e a lua se sentindo a rainha do entardecer, começamos a conversar sobre o irmão dela Leandro. Irmão do coração. Uma tia nossa muito chegada à ela, tinha um filho um pouco mais velho que ela, e ficou sendo a única de nós que tinha um irmão. Esse irmão morreu de um acidente de carro a poucos anos atrás, e deixou uma saudade enorme no coração dela, e então me lembrei de um artigo de Adriano Silva, na revista Vida simples, onde ele dizia que “Saudade é o irmão que você amava e que se foi para nunca mais voltar’. E também, que a ‘saudade é tentar trancafiar perto da gente aquilo que amamos, é tentar interromper os fluxos para tentar eternizar numa fotografia aquilo que nos faz falta....Saudade é uma dor confinada dentro da gente, é pessoal e intransferível....’ . Relembramos nossa filosofia de viver o hoje, de dizer eu te amo agora, e percebemos que a saudade é um sentimento maravilhoso, pois assumimos que sentimos falta daquela pessoa, seja esta, alguém que não mais vê o sol, ou aquela que fica como as ondas do mar, que vêm e voltam. Saudades. Feliz ano novo.

domingo, 7 de setembro de 2008

Carta à Lula da Silva

Querido Lula

A tempos estou querendo te escrever.Teria muitas coisas para te falar, e te perguntar - sobre a saúde, por exemplo, queria que viesse visitar o hospital público da minha cidade. Sabe o que é sofrer de dor numa fila de espera de um hospital e correr o risco de não ter vaga? Nosso país não tem recursos para melhorar o sistema de saúde pública?  Queria tirar dúvidas sobre essa campanha contra a rubéola, duvido que não exista idéias manipulativas por trás da mesma. Mas não, deixe essas perguntas para outra oportunidade. Hoje, como é a primeira vez que te escrevo, quero conversar com você sobre a educação básica do nosso Brasil. 

Sou alguem que tenho fé. Tenho fé em Deus, em mim mesma e nas pessoas. Tive fé em você quando ajudei a te eleger com meu voto. Tive esperanças que a sua história de vida, marcada de lutas pelos interesses dos trabalhadores, de valorização do ser humano, iria fazer de você um presidente que colocaria as prioridades nos devidos lugares, e a educação viria num dos primeiros lugares da lista. Não sonha com um Brasil usando seus recursos naturais e sendo bem desenvolvido? Bem, é isso que vejo você dizendo pelo mundo a fora. Mas, do que adianta um discurso bonito seu, se na realidade nossa educação básica está longe de ser formadora de cidadãos conscientes, preparados para atuarem nessa sociedade que está longe de ser bem desenvolvida. Tantas escolas sem estruturas para um bom funcionamento, pouca  valorização para a formação continuada dos professores. 

Estou terminando o curso de Pedagogia. Escolhi essa profissão por acreditar na Educação. Sabe o que ouço de companheiras de trabalho nas escolas públicas que estou estagiando? "Minha filha, desista enquanto é tempo e jovem, vá investir em outra área, não vale a pena trabalhar na educação, ganha pouco, e ninguém te valoriza". Pense comigo, trabalhar o dia todo, ganhando realmente pouco, você sabe disso, mesmo com esse possivel aumento do piso salarial, e muitos dos professores trabalhando até três turnos para sobreviverem. Sabe um dos resultados? Professores cansados, sem motivação, sem voz, nos dois sentidos, ficam roucos, e não sentem que são ouvidos por você. 

Talvez você queira me explicar que o sistema é dificil, existem aquelas leis que já estavam lá quando você chegou, e por aí vai. Mas creio no poder de um homem com as intenções certas a favor do ser humano. Você ainda pode ser esse homem. 

Até a próxima

S Soares Silva 

sábado, 6 de setembro de 2008

Escolho o amor

"Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver de escolher entre o amor e a individualidade, opte pelo segundo. Os solteiros que não estão bem são geralmente os que ainda sonham com um amor romântico. Ainda possuem a idéia de que uma pessoa precisa de outra para se completar. Pensam, como Vinicius de Moraes, que "é impossível ser feliz sozinho". Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos.
Flávio Gikovate, psiquiatra,  à revista VEJA, em entrevista a Duda Teixeira.

 

...vou criar coragem, e peitar Flávio, discordo de você. Eu escolheria o amor. Nem que ele não durasse para sempre. O meu primeiro casamento durou apenas 11 anos. Mas estou aberta para outro. Dividir a vida com alguém, que se tenha afinidades, companheirismo, é muito melhor que a individualidade que acompanha a solidão. Escolho o amor com individualidade, onde um não se perde no outro, mas um ajude ao outro a se encontrar consigo mesmo,  viver melhor, alcançar os sonhos individuais, sonhos construídos juntos, a vencer as desilusões, os fracassos, os dias maus e celebrarem juntos as vitórias. Fico com Vinicius de Morais. Não impossível viver feliz sozinho, mas melhor estar com alguém. Dividir a vida com outra vida.

            Amei uma  dedicatória de um autor à sua mulher: ‘dedico esse livro à leoa que acorda comigo todas as manhãs, e me ataca com carinho’. Acredito no amor, e ainda no casamento. Gosto de idéias caducas então. Por isso, àqueles que já tem um amor, cuide dele, cultive-o, viva intensamente. Àqueles que ainda não têm, não desistam, vivam bem o hoje, aprendam a estarem bem sozinhas, mas sem perderem a esperança de terem alguém para entrelaçarem os pés na noite, cansados do dia duro, e vivendo juntos sem prisão, sem pressão, simplesmente por que faz bem aos dois. Amour.

 

           

 

 

sábado, 30 de agosto de 2008

sem tempo para muita coisa

... a vida é uma correria mesmo. ando sem tempo para um monte de coisas. nem me lembro mais de algumas coisas que outrora fazia parte da minha rotina - eis aqui algumas dessas coisas...

- ando sem tempo para pensamentos negativos, o otimismo já decidiu: veio para ficar.
- ando sem tempo para a tristeza sem razões, a alegria tem se sentido em casa.
- ando sem tempo para reclamar das coisas dificeis, a gratidão está construindo um castelo em meu coração e quer morada permamente. pedido concedido.
- ando sem tempo para complicar as coisas. a simplicidade desfez as malas.
- ando sem tempo para o sedententarismo. correr, caminhar na praia me seduzem e caio em tentação. sem culpas.
- ando sem tempo para não achar tempo para aqueles que amo. bontempo.

...bisoux