
Solidão
By susie
01 de dezembro de 2007
Um dia li uma crônica de Rubem Alves sobre a solidão. Ele dizia que gostava de um tipo de solidão, quando estava só consigo mesmo, fazendo coisas que gostava...
Já vivi isso, achava coisa para fazer, escrevia, organizava o guarda roupa, lia, ouvia música, e tinha uma alma serena.
By susie
01 de dezembro de 2007
Um dia li uma crônica de Rubem Alves sobre a solidão. Ele dizia que gostava de um tipo de solidão, quando estava só consigo mesmo, fazendo coisas que gostava...
Já vivi isso, achava coisa para fazer, escrevia, organizava o guarda roupa, lia, ouvia música, e tinha uma alma serena.
Mais estou vivenciando um tipo de solidão que conhecia de ouvir falar. Ter 31 anos, estar separada por escolha pessoal, não ter mais os amigos em comum da época do casamento, nem aqueles de antes do casamento, não moro mais na mesma cidade que eles, e não se encaixar muito em nenhum círculo de amigos que tento fazer. Uma tem namorado e não sabe dividir o tempo muito bem, outro é muito novo, tem muitos amigos e os programas para fazermos juntos não se encaixam com meu estilo de vida. Não vou fazer coisas que desagradam minha alma. Uma grande amiga se mudou. Só. Assim estou eu. Enfrentar a solidão. Eis a questão. E não consigo estar bem com essa solidão. Não é a solitude que Rubem Alves expressou, é o famoso clichê ‘sozinho na multidão’.
Olho e vejo tanta gente só, individualista, e talvez eu seja assim também. Sinto-me desconfortável de sair para almoçar só, ir ao cinema só, parece que envio a mensagem ‘ não deve ser uma pessoa muito agradável, está só aí sentada nesse cinema..”. Mais isso não é verdade, pois em outros tempos, sentia-me bem indo ao cinema só. Achava o máximo. Pensando ainda no fato que não tenho nenhum amor em minha vida. Outro campo duro e estou de volta nele. Fico com um discurso demagógico, falso de que estou bem assim só, que quero dar um tempo para mim mesma, mais não é real. Sinto-me só e com aquele desejo enorme de viver uma grande história de amor. Ter alguém para ligar quando quiser, beijar, amar, fazer coisas em comum, ter afinidades. Não se conhece alguém assim fácil. Ainda digo que não estou procurando ninguém, não é verdade também, é uma busca sim, de amar e ser amada. Coloquei em minha geladeira uma frase ‘Não corra atrás das borboletas, mais cuide do seu jardim para que elas venham até você” Quero viver isso com serenidade, cultivar meu interior, meus talentos, fazer o que gosto, desfrutar da vida com meu filho, comigo mesmo, mais não consigo não admitir que sinto-me sozinha e carente de amigos e de um amor. Não posso reclamar, parece que ouço: ‘você quis se separar, agora agüente’. Quis mesmo me separar, decidi que queria buscar outra vida para mim, mais cheia de significados. Deixar livre aquele que por 11 anos esteve do meu lado, mais que eu estive tão longe dele. Novos caminhos para nós. Novas descobertas. Surpresas. Desconhecido. Riscos. Solidão.
Essa solidão é acompanhada de momentos deprimentes. Deito na cama penso em tudo e em nada. Ligo o computador, entro no msn esperando alguém que eu realmente queira conversar entrar on-line, outros entram e até puxam conversa e sinto não ter nada a dizer. Espero uma ligação de alguém que nem sei quem, que não liga.
Se eu tiver na TPM então, choro copiosamente e não vejo a luz no fim do túnel. Mais tudo passa. O tempo, acompanhado de fé em Deus, em mim mesma, traz pra minha vida novas forças, novas perspectivas, novas esperanças e nova vontade de seguir em frente.
Essa solidão é acompanhada de momentos deprimentes. Deito na cama penso em tudo e em nada. Ligo o computador, entro no msn esperando alguém que eu realmente queira conversar entrar on-line, outros entram e até puxam conversa e sinto não ter nada a dizer. Espero uma ligação de alguém que nem sei quem, que não liga.
Se eu tiver na TPM então, choro copiosamente e não vejo a luz no fim do túnel. Mais tudo passa. O tempo, acompanhado de fé em Deus, em mim mesma, traz pra minha vida novas forças, novas perspectivas, novas esperanças e nova vontade de seguir em frente.
2 comentários:
Sei como e'... quando me mudei pra ca, no comeco foi muito dificil. O que ajudou foi ter minha familia do meu lado, mas a gente se adapta, sabe?
Acho que todos nos passamos por essas fases, mas voce nao pode deixar de se cuidar (mentalmente). Comecando a faculdade acho que te ajudara, pois conhecera gente nova e fara amizades (foi o que me ajudou tb). Gostei da frase da borboleta. Cuide mesmo do seu jardim, pois ele e' importante demais.
De atencao a voce mesma, ao seu filho, aos seus estudos que voce vai ver como as coisas e talvez aquela pessoa especial chegarao ate voce, sem perceber.
Nada acontece por acaso, mas seus passos e suas escolhas sao sua responsabilidades. Caminhe com cautela, mas nunca deixe de seguir em frente. Bjos
oi lucia
eu na verdade termino a faculdade em 2008. estou de férias do trabalho, da facu, meu filho viajou para a casa do pai, e minha familia tá em goiás...e minha grande amiga se casou e se mudou a um mês...rs, mais é isso aí, a gente se adapta sim. obrigada pela motivação a seguir em frente, é o que vou fazer mesmo...lembrei-me da musica cantada por almir sater...'tocando em frente'. abraço.
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