Total de visualizações de página

domingo, 7 de setembro de 2008

Carta à Lula da Silva

Querido Lula

A tempos estou querendo te escrever.Teria muitas coisas para te falar, e te perguntar - sobre a saúde, por exemplo, queria que viesse visitar o hospital público da minha cidade. Sabe o que é sofrer de dor numa fila de espera de um hospital e correr o risco de não ter vaga? Nosso país não tem recursos para melhorar o sistema de saúde pública?  Queria tirar dúvidas sobre essa campanha contra a rubéola, duvido que não exista idéias manipulativas por trás da mesma. Mas não, deixe essas perguntas para outra oportunidade. Hoje, como é a primeira vez que te escrevo, quero conversar com você sobre a educação básica do nosso Brasil. 

Sou alguem que tenho fé. Tenho fé em Deus, em mim mesma e nas pessoas. Tive fé em você quando ajudei a te eleger com meu voto. Tive esperanças que a sua história de vida, marcada de lutas pelos interesses dos trabalhadores, de valorização do ser humano, iria fazer de você um presidente que colocaria as prioridades nos devidos lugares, e a educação viria num dos primeiros lugares da lista. Não sonha com um Brasil usando seus recursos naturais e sendo bem desenvolvido? Bem, é isso que vejo você dizendo pelo mundo a fora. Mas, do que adianta um discurso bonito seu, se na realidade nossa educação básica está longe de ser formadora de cidadãos conscientes, preparados para atuarem nessa sociedade que está longe de ser bem desenvolvida. Tantas escolas sem estruturas para um bom funcionamento, pouca  valorização para a formação continuada dos professores. 

Estou terminando o curso de Pedagogia. Escolhi essa profissão por acreditar na Educação. Sabe o que ouço de companheiras de trabalho nas escolas públicas que estou estagiando? "Minha filha, desista enquanto é tempo e jovem, vá investir em outra área, não vale a pena trabalhar na educação, ganha pouco, e ninguém te valoriza". Pense comigo, trabalhar o dia todo, ganhando realmente pouco, você sabe disso, mesmo com esse possivel aumento do piso salarial, e muitos dos professores trabalhando até três turnos para sobreviverem. Sabe um dos resultados? Professores cansados, sem motivação, sem voz, nos dois sentidos, ficam roucos, e não sentem que são ouvidos por você. 

Talvez você queira me explicar que o sistema é dificil, existem aquelas leis que já estavam lá quando você chegou, e por aí vai. Mas creio no poder de um homem com as intenções certas a favor do ser humano. Você ainda pode ser esse homem. 

Até a próxima

S Soares Silva 

sábado, 6 de setembro de 2008

Escolho o amor

"Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver de escolher entre o amor e a individualidade, opte pelo segundo. Os solteiros que não estão bem são geralmente os que ainda sonham com um amor romântico. Ainda possuem a idéia de que uma pessoa precisa de outra para se completar. Pensam, como Vinicius de Moraes, que "é impossível ser feliz sozinho". Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos.
Flávio Gikovate, psiquiatra,  à revista VEJA, em entrevista a Duda Teixeira.

 

...vou criar coragem, e peitar Flávio, discordo de você. Eu escolheria o amor. Nem que ele não durasse para sempre. O meu primeiro casamento durou apenas 11 anos. Mas estou aberta para outro. Dividir a vida com alguém, que se tenha afinidades, companheirismo, é muito melhor que a individualidade que acompanha a solidão. Escolho o amor com individualidade, onde um não se perde no outro, mas um ajude ao outro a se encontrar consigo mesmo,  viver melhor, alcançar os sonhos individuais, sonhos construídos juntos, a vencer as desilusões, os fracassos, os dias maus e celebrarem juntos as vitórias. Fico com Vinicius de Morais. Não impossível viver feliz sozinho, mas melhor estar com alguém. Dividir a vida com outra vida.

            Amei uma  dedicatória de um autor à sua mulher: ‘dedico esse livro à leoa que acorda comigo todas as manhãs, e me ataca com carinho’. Acredito no amor, e ainda no casamento. Gosto de idéias caducas então. Por isso, àqueles que já tem um amor, cuide dele, cultive-o, viva intensamente. Àqueles que ainda não têm, não desistam, vivam bem o hoje, aprendam a estarem bem sozinhas, mas sem perderem a esperança de terem alguém para entrelaçarem os pés na noite, cansados do dia duro, e vivendo juntos sem prisão, sem pressão, simplesmente por que faz bem aos dois. Amour.

 

           

 

 

sábado, 30 de agosto de 2008

sem tempo para muita coisa

... a vida é uma correria mesmo. ando sem tempo para um monte de coisas. nem me lembro mais de algumas coisas que outrora fazia parte da minha rotina - eis aqui algumas dessas coisas...

- ando sem tempo para pensamentos negativos, o otimismo já decidiu: veio para ficar.
- ando sem tempo para a tristeza sem razões, a alegria tem se sentido em casa.
- ando sem tempo para reclamar das coisas dificeis, a gratidão está construindo um castelo em meu coração e quer morada permamente. pedido concedido.
- ando sem tempo para complicar as coisas. a simplicidade desfez as malas.
- ando sem tempo para o sedententarismo. correr, caminhar na praia me seduzem e caio em tentação. sem culpas.
- ando sem tempo para não achar tempo para aqueles que amo. bontempo.

...bisoux






domingo, 27 de julho de 2008

"Yesterday is a history, tomorrow is a mystery, TODAY is a gift! "

"ontem é uma história, amanha é um mistério e HOJE é um presente'...li essa frase hoje no email de uma amiga...e gostei bastante...



...até que enfim achei um tempinho para escrever um pouco, num dia chuvoso em natal... muitas emoções ultimamente......Yohan está com o pai... novas mudanças, pois o pai se casou, a mulher tem um filhinho de 8 anos, nova vida para eles tambem...

... e Florence minha amiga que veio de férias, foi para o Rio...volta semana que vem para dizer 'au revoir' e retorna à França.



Assim, passo o dia só, tomando capuccino, escutando Oswaldo Montenegro...'travessuras', 'voz da tela', algumas de Zeca Baleiro, como 'lenha'... 'Nem um dia' de Djavan..e por aí vai...e tendo tempo para colocar em dia algumas coisas, e curtir a solitude.



Férias é um tempo que te tira da realidade e aí parece que não queremos voltar para aquela vida de horários, compromissos, cobranças, responsabilidades, chefe chato, mas...respiramos fundo e temos que retornar...assim estou eu, nos últimos dias de férias. Semana que vem retorno ao trabalho, Yohan retorna para a escola, eu volto a faculdade...Mas estou com otima expectativa pra meu semestre...eis aqui algumas razões:

- Fernanda Jales, uma doutora da UFRN, com tese em bilinguismo, aceitou ser minha orientadora para minha monografia...onde vou fazer um estudo de caso na Escola Francesa de Natal, e quero falar sobre o bilinguismo na infancia... muito interessante.

- Dou inicio na primeira semana de agosto a um curso na Aliança Francesa para fazer exames exigidos pelo Consulado Francês, que me permitem estudar na Universidade de Paris.

- Vou voltar as aulas de surf em agosto tambem...demais.

... estou bem, vendo cada novo dia como um novo desafio, um presente e fazendo o melhor dele...o melhor do dia de hoje é não fazer nada...e tirar um cochilo daqui a pouco...

bisoux mes amies

domingo, 6 de julho de 2008

espatódia

Ultimamente não tenho escrito nada, só tenho colocado as músicas que significam para mim...essa de hoje, é linda demais, de Nando Reis...ele a compôs para sua filha Zoeh.
Eu tenho duas sobrinhas lindas, Maressa e Bia, filhas da minha irmã Sintia, e duas que estão para nascer em outubro, da minha irmã Anna, e que vai se chamar Chloe, e a outra de minha irmã Silvia, que vai se chamar Joy. Wow, amo vocês meninas e dedico essa música a elas. Minhas irmãs são muito especiais e importantes em minha vida. Silvia já tem três meninos, e Anna será seu primeiro bebê...saudades da minha familia...
Maressa, que fez 15 anos, veio passar 6 meses comigo e já retornou a poucos dias, como faz falta aqui. Te amo flor.
Estou aqui, de férias, e dessa vez, esperando minha amiga Florence, que chega de Paris no sábado dia 12 de julho, e ficará até o fim do mês.
Obrigada Deus por Yohan, minha familia, meus amigos, e pelas flores.



quarta-feira, 25 de junho de 2008

i've never been to me

this song says a bit about me...

http://www.youtube.com/watch?v=r-vx4GcjASE&feature=related


I've Never Been To Me
( Charlene )


Hey lady, you lady, cursing at your life
You're a discontented mother and a regimented wife
I've no doubt you dream about the things you'll never do
But, I wish someone had talked to me
Like I wanna talk to you.....Oh,
I've been to Georgia and California and anywhere I could run
I took the hand of a preacher man and we made love in the sun
But I ran out of places and friendly faces because I had to be free
I've been to paradise but I've never been to me

Please lady, please lady, don't just walk away
'Cause I have this need to tell you why I'm all alone today
I can see so much of me still living in your eyes
Won't you share a part of a weary heart that has lived million lies....Oh,
I've been to Niece and the Isle of Greece while
I've sipped champagne on a yacht
I've moved like Harlow in Monte Carlo and showed 'em what I've got
I've been undressed by kings and
I've seen some things that a woman ain't supposed to see
I've been to paradise, but
I've never been to me[spoken]

Hey, you know what paradise is?
It's a lie, a fantasy we create about people and places as we'd like them to be
But you know what truth is?
It's that little baby you're holding, it's that man you fought with this morning
The same one you're going to make love with tonight
That's truth, that's love......

Sometimes I've been to crying for unborn children that might have made me complete
But I took the sweet life, I never knew I'd be bitter from the sweet
I've spent my life exploring the subtle whoring that costs too much to be free
Hey lady......I've been to paradise, (I've been to paradise)
But I've never been to me

segunda-feira, 16 de junho de 2008

brincar de viver

Brincar de Viver
Maria Bethânia
Composição: Guilherme Arantes ( Meu poeta do coração)
http://letras.terra.com.br/maria-bethania/videos/wxKD_4cRTEz/


Quem me chamou
Quem vai querer voltar pro ninho
E redescobrir seu lugar
Pra retornar
E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar

Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não
Você verá que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver

E não esquecer, ninguém é o centro do universo
Que assim é maior o prazer
Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não

E eu desejo amar todos que eu cruzar pelo meu caminho
Como eu sou feliz, eu quero ver feliz
Quem andar comigo, vemLá - lá - lá- lá - lá...

Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não.Lá - lá - lá- lá - lá...

sábado, 31 de maio de 2008

vida e trabalho

Essa semana pensei bastante sobre o trabalho. Estava na aula de conversação de francês ontem, e o tema envolvia isso também...pensei mais ainda. A maioria de nós, trabalhamos para sobrevivermos. Para comermos, vestirmos, estudarmos, dar escolas para nossos filhos, bem, o básico, e se sobra um pouco, fazemos algumas coisas mais. No geral é isso. Mas pensei também sobre a vida. Pensei que muitos de nós não satisfazemos com o que temos, e sempre ficamos esperando mais para então sermos completos, realizados. Já ouvi tanto 'quando eu me aposentar vou desfrutar da vida'...ou 'quando eu terminar isso ou aquilo vou viver bem...', já ouvi também, pessoas infelizes achando que quando tiver a casa, o carro, ou o trabalho dos sonhos, serão felizes... e pensei sobre mim. Recebi essa semana, o email da escola em que trabalho, para comunicarmos a nossa disponibilidade de horários para o semestre que vem. Todo semestre podemos escolher quantos dias e horas trabalharmos. Eu estava com 11 turmas, tempo integral. Segunda a Quinta no trabalho. Na sexta, um projeto de música e literatura em inglês numa Escola de Educação Infantil. Lá estava eu, oraganizando meu próximo semestre. Afinal, é meu último semestre na faculdade, estarei escrevendo minha monografia, o que para isso, já tinha decidido que nas sextas-feiras ia trabalhar apenas a tarde, e de manhã ia para a Escola Francesa de Natal, pesquisar sobre meu tema, o bilinguismo.
Tinha que escolher: manter as mesmas turmas, o mesmo salário, e pouquissimo tempo para as coisas que amo, como estar com meu filho, tocar violão, escrever, ir à praia, ou, trabalhar um pouco menos, adaptar-me com um salário menor, e desfrutar mais das coisas simples da vida, que no geral não custa nada financeiramente...mas precisa-se de tempo. Passar uma tarde com Yohan, fazendo panquecas e jogando uno, é um tempo que dinheiro não pode comprar.

Aí decidi, e enviei minha resposta: terças e quintas a tarde, livre. Tenho a opção para isso nesse momento da minha vida. Consigo viver com menos dinheiro. Não quero que o capitalismo selvagem, o consumismo excessivo me escravize. Quero viver bem, nesse momento presente. Não quero esperar. A vida não espera. Meu filho faz 09 anos no dia 08 de junho. Quero desfrutar de tempos inesqueciveis com ele, agora. Quero cuidar mais de mim, hoje. Quero fazer o que amo, ao longo da caminhada, não apenas quando eu chegar em determinado lugar, ou momento da minha vida.
Muitas vezes não temos opções, mulheres que saem de madrugada para trabalharem do outro lado da cidade, para dar apenas o de comer aos filhos, e outras situações assim, é tão real na nossa frente....mas quando temos a opção, e deixamos o dinheiro controlar nossas decisões, aí....podemos repensar nossa existência, nossas prioridades e nossos valores e refletirmos, para não deixarmos a vida passar de qualquer maneira e no fim dela, acharmos que não valeu a pena e aí não temos mais opções. Passou. Viva bem, hoje.

sábado, 10 de maio de 2008

menina mulher

http://letras.terra.com.br/gonzaguinha/46273/clipes-videos.html
Eu Apenas Queria Que Você Soubesse
Gonzaguinha
Composição: Gonzaguinha
Eu apenas queria que você soubesse

Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira

Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também
E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé

Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida

Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira

Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho
Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também

sábado, 12 de abril de 2008

carpe dien!!!

'É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã". Essa frase de Renato Russo fez parte dos meus pensamentos essa semana. Um amigo colocou no msn 'Viver um dia de cada vez e assim, sentir melhor a sua tez !!
Às vezes queremos que o dia acabe logo, e essas frases não significam tanto. Como foi segunda-feira passada....acordei com dor de cabeça, triste, ansiosa, e não sabia exatamente as razões. Não tinha bebido vinho demais (olhe que duas taças já são demais para mim) e não tinha bebido nada, não tinha comido demais (o que tambem faz minha cabeça doer....quando estou em Goiás tenho dor de cabeça pelo menos uma vez por semana, pois a comida da minha mãe, mais os pães de queijo...), e não estava preocupada com nada, bem, nada especifico. Lógico, vivo minhas escolhas. Independência que às vezes é sinonimo de solidão, trabalho árduo. Vejo as noticias, com tantas pessoas desabrigadas pela chuva, as guerras continuam, a violência, o mal solto por ai... Mas sei, minha dor de cabeça vem como parte de um mal da segunda-feira que me dá às vezes. Não gosto das segundas-feiras. FATO. Aí, acordar com a cabeça doendo e a dor não passar com remédios e perdurar o dia inteirrroooooo. Meu Deus você não vê a hora que o dia termine.
Logo de manhã o diálogo com Yohan no carro foi mais ou menos assim:
Ele, procurando meus olhos no retrovisor: _ Mamãe, você não tá sorrindo hoje.
Eu, meio zonza, tonta, sei lá: Tô com dor de cabeça mon amour.
Ele: É TPM? e sorri.
Eu: Não. Encostei minha mão na dele. Ficamos caladinhos até chegar na escola. Já sabe que quando estou com dor de cabeça, gosto de ficar quietinha assim...Meu Deus, amo esse menino. Mais aí chego no trabalho e passo o dia inteiro assim - muita dor de cabeça.
Depois do trabalho vou direto para a faculdade. Antes disso, voltei para casa, para o almoço, peguei o Yohan na Escola, que é em Ponta Negra, é uma pequena viagem todos os dias, vi as tarefas dele, vi a agenda, se tinha recados, voltei pro trabalho, e cheguei na faculdade para uma aula, que, olhe, sinto muito, é uma Universidade Federal, mais tem professor que tá ali empurrando com a barriga. Eu me sento. Vejo minhas colegas, principalmente Camilla, que é a minha amiga mais chegada. Conto que estou com dor de cabeça, com vontade de ter um namorado, com fome, sem banho e quase choro. Pronto. Aula acaba, não me lembro nada que a professora falou. Chego em casa assim - cansada, triste, desanimada, suada e faminta. Choro. Fim do dia. Ufa. Viver esse dia foi dificil. Sobrevi, mais não vivi bem. Não consegui sorrir, não consegui escrever, conversar bem com as pessoas, e assim se foi meu dia. Dias assim fazem parte da minha vida. Quando tenho TPM, são às vezes dois dias desse jeito. Fácil? NOP. Mas quero viver. Por isso gosto do nascer do sol. É um novo dia que surge. É um recomeço. E cada novo dia, é dia de tentar novamente, ter esperanças.
Tem um filme de Adam Sandler e Drew Berrymore, que se chama 'como se fosse a primeira vez', que ela perde a memória, e ele tem que conquistá-la todos os dias. Outro filme, assisti ontem....'antes que o dia termine', um filme com Jennifer Love Hewitt. Nesse filme, o casal tem a chance de viver o mesmo dia pela segunda vez, e fazem novas escolhas para que o dia tenha um fim diferente. Quero aprender a viver um dia de cada vez, como meu amigo escreveu, e amar como se não houvesse amanhã. O mais importante é ainda estar com vida e poder amar. Mesmo que eu expresse isso, só com meus olhos pelo retrovisor, sem muitas palavras.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

músicas que falam por mim....


Eu e a música temos uma relação de longa data...Músicas sempre mechem com meu coração, me fazem querer chorar, sorrir, pensar, dançar, esperar, desejar e sonhar. Por isso tenho colocado algumas músicas que AMO no meu blog. Essas músicas são tambem um pouco de mim.


Quero dançar com você

Amado
Vanessa da Mata
http://www.youtube.com/watch?v=5lI6ZfBvGcc

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer

Sinto absoluto o dom de existir,
não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você

domingo, 30 de março de 2008

Dia Branco

Geraldo Azevedo
intérprete: Elba Ramalho
http://www.youtube.com/watch?v=rGmuKpWMBGA

Se você vier
Pro que der e vier comigo
Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar
Nesse dia branco
Se branco ele for
Esse tanto esse canto de amor
Se você quiser e vier
Pro que der e vier comigo

Antonio Machado


"Caminante, no hay camino,

se hace camino al andar."

"Todo pasa y todo queda,

pero lo nuestro es pasar,

pasar haciendo caminos,

caminos sobre la mar.”

Antonio Machado, outro poeta da simplicidade, como Mário Quintana que amo muito.

Um mundo num grão de areia

"Ver um mundo num grão de areia
E um céu numa flor silvestre,
Ter o infinito na palma de sua mão e a eternidade numa hora".
William Blake

Poema que inspirou Rubem Alves, a dar o título ao seu livro de crônicas - Um mundo num grão de areia.

amei.

tocando em frente

Música linda de Almir Sater
Composição: Almir Sater e Renato Teixeira
http://www.youtube.com/watch?v=1QjtpNfdFwE
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Ou nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz


Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

sábado, 29 de março de 2008

escolhas

Estou pensado sobre escolhas...
Temos duas escolhas na vida diante de sofrimento, das injustiças da vida. Ou nos tornamos pessoas amarguradas, ressentidas, reclamonas, culpando os outros e sentindo- nos miseráveis e vitimas ou decidimos viver além, acima do sofrimento, das angústias, das agruras da vida.
Decidimos aprender no deserto, com seu calor de dia e forte frio na noite. Lugar solitário. Crescemos. Galgamos experiência, maturidade. Aceitamos a vida com tudo que ela traz, todas as surpresas que ela nos reserva. Decidimos a viver acima das circunstâncias, acima da mediocridade. Aceitar a vida como ela é não é passividade. É ser ativo na jornada. Muitas coisas que nos acontecem não estão no nosso controle. Não controlamos os desastres na natureza, não controlamos a lei da gravidade. Não controlamos como será nossa infância, ou se seremos maltratados ou muito bem amados e cuidados. Não pudemos controlar, escolher se teríamos uma infância, feliz ou sem infância. Não podemos controlar um monte de coisas no momento presente, assim como não pudemos controlar o passado, mas podemos decidir vivermos intensamente nossa vida, independente do que aconteceu, acontece ou pode acontecer.
Joni, de uma biografia que li recentemente. Uma jovem linda e talentosa se acidentou na piscina e ficou paraplégica. Ela podia ter sido a partir daí uma pessoa miserável, frustrada e culpar a Deus e outros mais pelo acontecimento. Mas ela optou por continuar vivendo ‘apesar de’. Tornou-se uma pintora com o lápis na boca, pois não podia mover as mãos. Casou-se. Procurou ser feliz e aproveitar o que lhe restava da vida.
Aceitar a vida não significa passividade, como já disse. Você se torna ativo nas decisões. Você decide o que come, o que fala, o que crê. É tão bom ser livre para escolher. Deus não nos fez robôs, mas seres capazes de decidirem o que achamos que é o melhor. Que bom, é quando o temos aliado nas decisões. Ele conhece o futuro. Ele sabe o que é melhor. Basta perguntá-lo e Ele nos orienta. O interessante é que na maioria das vezes sua orientação vem do que Ele já nos deu, que é a capacidade de analisar, pensar e decidir. Já pensou se só tomássemos decisões certas? Tudo seria perfeito. Mas não acontece. O erro também nos faz crescer. Deus nos deixa tomar nossas decisões. Algumas são o melhor se Deus para nós, outras não. São importantes também. Escolho viver a vida com intensidade. Escolho viver além das dificuldades. Não é utopia. É decisão.

musica, amor e vida



Linda Sua voz. Amei de ‘primeira mão’, melhor, de primeira vez que ouvi naquele bar que eu comemorava meu aniversário. Fiquei tão encantada com você, que parecia que eu conseguia ver sua alma, através do seus olhos. Quis negar o que eu percebi claramente: Você tinha alguém. Ignorei. Cheguei em casa e encontrei seu site e te deixei uma mensagem, querendo saber mais da sua agenda, pois queria ouvir você novamente. Mais não era verdade que queria saber só sua agenda. Estava sentindo um burburinho no meu coração, e queria mesmo era ver você. Você pediu meu msn para passar a agenda, mantermos contato. Falar com você fez minha noite, mesmo você naturalmente dizendo que tinha uma namorada. Você me ligou e tomamos aquele suco juntos. Mais aquilo não estava certo. Da minha parte não. Eu me pegava pensando em você, querendo fazer um monte de coisas juntos... Cozinhar com você e para você, surfar juntos, ler o rascunho do meu livro, falar da vida, cantar o “Dia branco’ de Geraldo Azevedo para você (mesmo não fazendo a nota D/C corretamente... rs), e encher você de beijos. E essa é uma atitude fora dos princípios que tenho para minha vida – não querer ninguém que já tenha alguém. Quero alguém livre como eu, e não pensar em alguém que já compartilha a vida com outra pessoa.
Não posso ser sua amiga por agora. Meu coração precisa se acalmar. Assim, meu coração estará em paz comigo mesma, com meus princípios e com aquela que já está na sua vida. Ela é linda, como você, e quero que sejam bem felizes mesmo. Mais sua música vai continuar comigo, pois esta me trouxe paz e tranqüilidade.
Um abraço. Sucesso em tudo. “Seja feliz, sempre”.

Susie Soares

quinta-feira, 20 de março de 2008

comentários

Para deixar um comentário, deve-se ter um blog, ou apenas uma conta do g-mail. Esse recado é para você Fê, e quero mesmo saber o que acha do que escrevo. Saudades de tú aí em Londres...frio, né? Bem, aqui na cidade do sol...sol, praia, sombra e agua fresca, uai! Fique com Deus amiga. Ame. Conselho de Edith Piaf no Filme.

domingo, 9 de março de 2008

08 de março de 2008

dia da mulher.

mulher-mãe. uma parte do que sou. fui comer crepe com meu filho na escola dele.

mulher-amiga. encontrei alguns deles lá. rimos.

mulher-sentimento. recebi uma ligação. meu coração acelerou e supirei.

mulher-razão. li um pouco e escrevi sobre bagunça e manias. mais de mim.

manias

Todo mundo tem manias. Eu tenho também. Planejo tudo e faço listas. Acho que por isso amei a musica ‘la liste’, de Rose. Faço lista de coisas a fazer no dia, na semana, no mês , no ano. Faço lista de supermercado. Lista de amigos a cultivar. Lista de coisas que quero mudar em mim. Listas. Listas. Ufa. Mania. Mais não é que elas me ajudam a viver? Faz um bem que só. Amo riscar da lista o que já alcancei. É uma sensação de conquistas. ‘Accomplishment’.
Em sala de aula, um dia desses, o tópico de discussão era esse: planejamento de vida. Uma aluna disse prefere não planejar e deixar a vida ‘acontecer’. Ela disse que gosta das coisas imprevisíveis e não esperadas. Eu não. Planejo meu aniversário. Minhas viagens. Meus feriados. Minhas aulas. Minha saída ao centro da cidade. Qual rua ir. Evito estresse. Economizo gasolina. Poluo menos. Planejo os trabalhos da faculdade. Consigo entregá-los em dia.
Bem, isso não significa que eu não gosto de surpresas. Amo. A vida é cheia delas. Mais não consigo deixar de planejar a curto e longo prazo. O que quero alcançar nos meus próximos 10 anos. O que quero atingir e conquistar nesse ano. Construo o futuro com ações e metas no meu presente.
Cada um tem suas manias, e tem que aprender a lidar com elas. Aceitá-las ou abandoná-las. Fico com a primeira opção.

bagunça

Estou pensando sobre a bagunça. Acabei de ler crônica de Rubem Alves, onde ele falava sobre a bagunça. Que interessante, ele também enxerga o lado positivo da bagunça. Ele é mais bagunceiro que eu. Ele não coloca os livros no lugar e deixa tudo em desordem. Eu gosto de um pouco de bagunça na casa, pois não faço de propósito, ela acontece e convivo bem com ela. Porque lavar a louça depois da janta, se minha mente está borbulhando com alguma idéia que quero executá-la ou escrevê-la? Porque devo sair organizando a casa toda noite antes de dormir, se não vejo a hora de deitar e ler mais um capítulo do livro que estou lendo no momento?
Gosto do meu pequeno escritorio organizado. Os livros têm que estar no lugar. Facilitam minha vida. Gosto de procurar uma anotação, e achar com facilidade.
Gosto de procurar um livro para transcrever um parágrafo e achá-lo aonde coloquei. Mas não me preocupo com uma bagunça de vez em quando, mesmo no meu escritório. É bom colocar os livros de volta. É bom organizar. Como organizar se sempre estiver tudo
nos devidos lugares?
Um dia, quando eu morava em Londres e trabalhavam em uma família, cuidando das crianças, pedi a menina de 9 anos Sophie, que organizasse seu quarto. Fiz minha obrigação em pedir e ela me respondeu calmamente “I like the way it is, I feel more at home”. Aquela pequena bagunça a fazia se sentir em casa. Concordei. O quarto não estava um caos, apenas algumas coisinhas fora do lugar. Uma certa bagunça dá um ar de aconchego.
Rubem Alves é um bagunceiro assumido. Ele citou em sua crônica sobre a bagunça no livro”Um mundo num grão de areia”, que Kurt Goldstein, um nome desconhecido para mim, explicava sobre o comportamento de pessoas que não conseguem conviver com a Bagunça. Kurt explicou; “as pessoas de posse de suas funções, intelectuais normais são capazes de conviver com a bagunça, do lado de fora, porque a sua mente as coloca em ordem, do lado de dentro. Mas aquelas que haviam sofrido aquele tipo de lesão (ele explicava sobre pessoas que haviam tido seus cérebros lesados durante a guerra) cerebral haviam perdido esse poder organizativo interno. Se o mundo de fora tivesse bagunçado, o seu mundo interno estaria bagunçado também. Daí a compulsão de manter o mundo de fora organizado.
Que interessante. Super organização pode virar neuroses. Quero viver em paz com minha bagunça e com minha organização. No stress.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

FELICIDADE


Andei pensando sobre a felicidade. Tanta gente já escreveu sobre isso. O que é a felicidade? Como encontrá-la? Parece que sempre estamos a procura dela. O que é alguém feliz? Ghandi disse que para ele, felicidade era quando o que se sente, o que se pensa e o que se faz estão em harmonia. Interessante. Mais pensei naquela felicidade que é feita de pequenos momentos, pequenos detalhes que fazem nossa vida ser mais colorida, significativa e então passamos a encontrar prazer e alegria nessas pequenas coisas... e consegui então listar algumas delas...

- Respiro, suspiro, deliro, sinto.
- Toco a mão de Yohan enquanto esperamos o semáforo abrir, no caminho para sua escola. Faço uma careta para ele pelo retrovisor. Ele sorri. Ganhei meu dia.
- Ouço de uma aluninha, normalmente de 6 ou 7 anos, numa segunda-feira de manhã (que normalmente não quero acordar...) - 'teacher, trouxe esse chocolate para você', e me dá um abraço. Mudou o sabor da minha manhã.
- Outro aluninho, de três anos normalmente, interrompe o momento da história talvez, e diz: 'teacher veja meu machucado?" Paro tudo, olho, e os olhos dele transmitem alegria. Recebeu a atenção que queria, que precisava. Eu lhe dei um novo semblante. Ele me trouxe certeza que pequenas ações podem mudar nosso dia, nossa vida.
- Vejo as flores do jardim e meus olhos se enchem com o roxo, o amarelo, o branco, o rosa, o azul das flores.
- Corro pelo parque das dunas. Sinto o cheiro de mato verde.
_ Caminho pela praia, e o sol, a brisa, o horizonte infinito e o barulho do mar me fazem bem.
- Tenho um lar simples, com um sofá ferrugem acolhedor, um quarto aconchegante, decorado com uma parede roxa e flores pintadas, e uma cozinha pequena branca, que não reclama quando tento cozinhar para aqueles que fazem parte da minha vida.

E por fim, o que Brecht tinha já escrito, que amei...

A primeira olhada pela janela de manhã.
O velho livro de novo encontrado.
Rostos entusiasmados.
A mudança.
O jornal.
O cão.
Tomar banho, nadar.
Velha música.
Sapato confortável.
Perceber.
Musica nova.
Escrever, plantar.
Viajar.
Cantar.
Ser amigo.


sábado, 26 de janeiro de 2008

OCEANO

Amo biografias. Elas me motivam. Se existem, é porque essas pessoas se recusaram a viver uma vida ordinária. ‘I have a dream”. Martin Luther King. Ele morreu por causa de seu sonho. Teria completado 79 anos no dia 15 de janeiro. Merece o feriado nos EUA na terceira segunda feira do mês de janeiro. ‘Lutou’ contra a segregação dos negros. Era a favor da luta sem violência. Merecido o Premio Nobel da Paz. Ele gostava dos ensinamentos de Jesus e de Ghandi. Dois que eu teria dado o Nobel da Paz.
Tenho pensado em Martin Luther King e suas palavras desde que voltei de Salvador. Conheci esse americano de San Diego, Califórnia. Vou chamá-lo de Oceano. Foi à beira deste, na praia da Barra, que tivemos conversas e afetos inesquecíveis. Negro. Estudou. Está ‘vencendo na vida’. Montou seu próprio negócio. Está prosperando. Imagino que o período de segregação dos negros nos Estados Unidos ainda tem uma marca profunda nos afro-americanos. Com certeza após ser rejeitado, alguém não se sente bem-amado, nem bem-vindo da noite pro dia. Ele saiu de Salvador e continuou a viajar pelo Brasil. Começou a me escrever e-mails. Encontrou tanto racismo nos estados brasileiros que passava. Ele contava que as pessoas desconfiavam dele. Fiquei pensando nisso. Ser negro não deve ser fácil mesmo. Enfrentar o preconceito, a indiferença, o desprezo.
O assunto esses dias na hora do almoço aqui em casa foi sobre os negros. Acho que esse tema estava ‘cooking’ na minha cabeça. Talvez eu tenha falado alguma coisa. Não sei como começou. Meu filho me perguntou se eu namoraria um negro. Com certeza. Respondi. Tinha contado, ‘sem muitos detalhes’, que tinha conhecido o Oceano em Salvador. Um amiguinho dele lhe disse que os negros não gostavam de trabalhar e ele queria saber se era verdade. Meu Deus. O que tem de branco preguiçoso. Negros também. Branco ruim. Negros também. A cor de alguém não determina as atitudes boas ou más de uma pessoa. Continuei dizendo a Yohan que somos criaturas de Deus e que não devemos tratar com indiferença uma pessoa que tem uma cor diferente da nossa. Quis ter o Oceano trazendo uma brisa suave no meu rosto. Fiquei pensando na infância dele. Como deve ter sido. Querendo brincar com os outros meninos de ‘outra’ cor e ser rejeitado. Quis abraçar Martin Luther King. Quis telefonar para Mandela. Outro Nobel da Paz merecido. Fim do apartheid. Mais não o fim da discriminação. Mais é uma pena que as mudanças não ocorrem assim rápidas, mais são tão morosas que se tornam angustiantes. Tantas conquistas. Tanta modernidade, e ainda tanto preconceito. Se eu me tornasse a Sra. Oceano votaria em Barack Obama.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Seasons, musique et amis

Seasons, musique et amis

Francis Cabrel a une chanson qui s’appelle « C’ était l´hiver », 1979 dans ‘les chemins de traverse’. Selon moi, cette chanson est une méthaphore de la mélancolie et de la tristesse qui surviennentparfois dans nos vies.
Ça m’a donné à réfléchir. Notre vie est aussi composée de saisons. J´avais déjà vu cette comparaison entre la vie et les saisons, dans laquelle le printemps renvoie à l´enfance, l´été à la jeunesse, l’automne à la vie adulte, et l´hiverse se réfère à la vie âgée. C´est intéressant, mais j´ai pensé les saisons de la vie dans une autre perspective. Les saisons ne défileraient pas chronologiquement, et pourraient se succéder et s’intervertir d’un mois à l’autre, voire au fil d’une même journée. Une saison peut être plus longue qu’une autre. C´est le chemin de la vie. La vie est dynamique, et une chanson de Sting raconte, dans le disque ‘ mercury’, que ‘she can have all seasons in one day’- ‘ elle peux avoir tout les saisons dans un seul jour’. De même que les saison changent... nous changeons aussi.
Le printemps de notre de vie est un temps où nous pouvons discerner les choses plus clairement et les décisions semblent plus faciles. Ce sont des jours de grande motivation. Tout semble plus simple, nous apprécions les fleurs, trouvons du plaisir dans le chant des oiseaux, dans le vol des papillons ; l’aurore et le coucher du soleil semblent les plus merveilleuses choses au monde. Notre moral est plus élevé. Mais de même que le temps peut changer au dehors, on peut aussi changer dedans.
Lorque l’été arrive, le soleil tape parfois trop fort et nous commençons à nous fatiguer du travail et de toutes ces choses qui semblaient si faciles autrefois. Mas, encore le temp de belle choses. Un temp de fruit et un temp de pousser comme des plantes.
J´ai une photo de l’automne canadien. Lorsque je la regarge, l’image de cette saison se fait plus claire dans mon esprit. Au Brésil, les saisons dépendent de la région dans laquelle on habite. Parfois, comme dans le Nordeste du Brésil, le soleil est fort tout l’année, mais notre vie intérieure est indépendante du lieu où nous habitons. De même que les saisons au dehors, les saisons de la vie changent et l’automne arrivera. Les feuilles sont tombées, la sécheresse se fait plus présente et les fruits viennent à manquer. Nos jours semblent sans motivation. C’est le temps de se demander la signification de la vie, de notre travail et de chercher les choses vraiment importantes à réaliser.
L´hiver est le saison la plus difficile. La tristesse vient plus facilement, les larmes sont nos copines dans le solitude du soir. Nous souhaitons ne plus rester tout seuls, chez nous... Simon et Garfunkel ont parlé dans la musique ‘I am a rock’ - ‘je suis une roche’ du ‘winter day’, le jour d´hiver...encore une métaphore, où nous sentons le désir de rester tout seul, où nous refusons la présence des amies, nous sentons que nous sommes sur une île... et nous sentons le désir de fuir et de se cacher.
Finalement, vient une autre chanson dans ma tête, c’est la chanson ‘l´amitie’ chantée par Françoise Hardy et écrite par Riviere... « ils ont fait la saison des amitiés sincères la plus belle saison des quatres de la terre ». Peu importe les saisons au dehors, l’ important est d’avoir les vrais amis pour partager chaque moment, chaque saison de notre vie. Enfin, la musique. Ça aussi ça fait du bien d’en avoir dans chaque saison de notre vie.


Susie Soares
Avec la correction de Claire Bousser





sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

acarajé



Janeiro. Mês do meu aniversário. Yohan ainda de férias para Brasília com o pai. Salvador: meu destino. Mochila roxa da Gap, não poderia ser outra cor. Pintei as unhas de amarelo. Pouco dinheiro, muita coragem e lá fui eu. Albergue Jardim Brasil na Barra. Fui de ônibus do aeroporto. O táxi era 50,00 reais. Peguei um buzú e economizei 48,00. Jantar especial com frutos do mar garantido. Que nada, sopinha Vono, e depois dum cochilo daqueles - direto: loja Renner. Comprar um biquíni novo. Tava lá no conflito de comprar algo decente, pois não quero ser uma ‘lady’ prestes a fazer 32 anos vestindo igual a uma mocinha. Patético. Mais também não quero vestir aqueles maiôs que parece mais uma cinta de mulher de resguardo.
Viajar sozinha é meio estranho no inicio, pois um sentimento de estar perdida, assim, com cara de cachorro sem dono. Mais precisa ter calma, é um bom momento para sermos nós mesmos e deixar as coisas acontecerem.

Conhecer pessoas diferentes é muito bom. Boas pessoas, eu digo. Pois tem aquelas que te conhecem já com interesses dos mais diversos. Falo daqueles que você conhece e eles vêem beleza em sua alma antes de qualquer outra coisa. Pode ser conhecer um amigo ou amor. Conheci os dois. Três amizades. Amor. Só platônico. Distância é um problema. Vivi momentos maravilhosos. Andar pelo pelourinho, assim com a cara suada, meio desconfiada. Nada de fitinha do tal do Bonfim. Colares exóticos no mercado Modelo. Estes sim. Paguei 0,5 centavos para descer o elevador Lacerda, que te leva da parte alta aonde esta o Pelorinho até o mercado modelo. Ri. Pensei que era brincadeira. Dei 0,10 e esperei o troco. Fui à casa de Jorge Amado. Te amo Jorge.

Ah, vou falar mais dos amigos e amores. Não vou usar a palavra amigos. Conhecidos que parecem legais e que poderão se tornar amigos. Amores. Aqueles que você conhece e pensa...’hum...se não morasse num outro continente’. Pois lá ficam muiiiiitos estrangeiros hospedados. Acho que dizer amores, pode soar meio boêmio. Daria para escrever ‘Paixão de verão”. Nada original. Nem quero plagiar Shakespeare que já usou ‘sonhos de uma noite de verão’.. Ah, deixa para lá. Um gato negro lindo que você conversa por três horas e pensa que queria conhecê-lo melhor, se não morasse lá em San Diego, Califórnia. Vimos o pôr do sol na praia da barra. Hum. Lindo. Digo, o pôr do sol. Sem mentiras. Os dois. Eu que nem gosto dos Estados Unidos. Nossa primeira conversa foi mais ou menos assim.

Ele: Hum de onde você é?

Eu: do Brasil.

Ele: risada mostrando os dentes perfeitos e branquinhos.

Eu: Ah ta, sou do estado de Goiás, mais moro em Natal. E você?

Ele: Dos Estados Unidos.

Eu: Hum, odeio seu país....

Era para ser o fim da conversa. Mais foi o inicio de um diálogo inesquecível. Sobre a vida, nossos países com suas políticas bizarras e economias desiguais, nossos medos, nossos sonhos, planos. Nem precisava de tanto. Mais a conversa não tinha fim. Mais o danado foi embora no fim do outro dia. Fim do sonho de verão. Parece.
Outro gato da Argentina. Acabou me convencendo a colocar a Argentina na minha lista de lugares a serem visitados. Na minha lista, de um a 10 lugares a ir, argentina nem entrava. Mais vou aumentar a outra lista dos 50 lugares no mundo. Entrou para o numero 51 da lista. Já conseguiu muito.

Jujuba. Esse é o apelido que acabei de dar a uma paulista que conheci, que no início pensei: deve ser chata. Mais as primeiras impressões nunca são as que ficam para mim. Ignoro-as e procuro ‘chec it out’, antes de fazer uma opinião sobre alguém ou situação. No fim, descobri que eu estava errada. Uma menina inteligente. 21 anos. Concluiu a faculdade. Cheia de vida. Responsável. Tinha ganhado essa viagem a Salvador pela agência de turismo que trabalha, com certeza, por ser competente. Ela até foi comigo no ponto de ônibus quando vim embora. Fomos à praia juntas. Rimos. Ouvimos as 10 músicas do meu celular. Pink martini. Jack jhonson, Emily - "I am a big big girl in a big big world, is not a big big thing if u leave me..."
Claire. Francesa. Mora em Belo Horizonte. Estagio de Ciências Políticas. Namora um Mineiro. Comemos queijo juntas e conversamos até. Salut toi.
Anna. Alemã. Nem parece. Não é alta, loira, nem tem olhos azedos. Muito especial. Namora um baiano. Um caso complicado. Saímos juntas e rimos dos ‘negros’ gatos querendo nos impressionar.

Acho que Deus sabia o que eu mais preciso no momento. Bons amigos. Estou começando uma nova vida depois do divorcio. Amigos que não me julgam. Mais que me fazem crescer. Descubra o que eu tenho de bom, e me ajude a melhorar ó que pode se mudado em mim. Amigos que eu possa ser eu mesma. Falar de tudo e de nada. Rir. Chorar se for preciso. Não um milhão de amigos. Estes, só para Roberto Carlos. Para mim, alguns, mais que valem por milhões. Amigos que me protejam. Amigos que falam o que pensam. Que critiquem construtivamente o que escrevo ou falo. Que eu possa contar com eles a qualquer momento. Pois eles podem contar comigo. Vou manter contato com o que conheci de longe. MSN. Oras, por que não? Viagens de férias para nos encontrarmos. Claire está aqui em Natal. Abandonou Bahia. Resolveu vir ver Yohan que chega amanha. Fui com ela à Pipa no Domingo. Milla que eu tinha conhecido em dezembro quando tinha ido sozinha a Pipa, também veio ficar no meu AP uns diazinhos antes de eu ir a Salvador. A árvore da amizade está criando raízes. Minha vida está mudando. Ixi, agora que me lembrei que nem comi Acarajé na Bahia. Ah, vou ter que voltar lá para isso.




quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Primeiro de janeiro de dois mil e oito. Mês do meu aniversário.

01.01.2008

3 da manhã

Bem, resolvi não ir à igreja, pois não queria abraçar aqueles com ‘pena’ de mim.... ‘Olhe só a divorciada ( a igreja não concorda com divórcio)...’ Outros pensando, ‘ta só por que desobedeceu a Deus’. Fui me encontrar com as amigas paulistas que conheci em pipa e tínhamos saído bastante esses dias. Elas estavam cansadas. Milla foi dormir logo. Mirú e Dani ficaram mais, mais também foram dormir cedo. Elas são maravilhosas. Milla, alegre e adora dançar. Tivemos afinidades. Mirú, sorriso sempre aberto, e é muito divertida. Senso de humor. Dani, mais calada. Rimos bastante juntas também. No inicio achei que ela não tinha tido empatia comigo. Esperei. Pode ser que não. O jeito dela talvez. Eu tava com sono também. Amanha vou me encontrar com elas e levá-las ao aeroporto. Marielle, uma menina francesa que conheci essa semana me ligou e foi me encontrar no albergue onde estava com as meninas. Ela estava extremamente bêbada e pediu um cara um isqueiro para ascender o cigarro e o beijou na boca. Imagine. Fiquei com pena dela. Tinha ido à praia com ela de manha. Consegui sentir que está um pouco perdida de direção na vida. Quer se achar. Não vou desistir da amizade.
Bem as meninas foram dormir, eu me despedi da Mariellle...tentei dar uns conselhos...rs ’faire la attention ma chérie...’ mais não ouviu com certeza, estava alterada. Fumava um cigarro atrás do outro, copo de cerveja na mão. Tinha tristeza em seus olhos verdinhos e pele envelhecendo rápido para apenas 24 anos. Peguei 40 minutos de trânsito para chegar em casa, com a gasolina marcando a luz de reserva e eu pensando em minha conta telefônica para pagar. Sem arrependimentos. Liguei em excesso para falar com Yohan que tinha ficado doente quando chegou à casa dos meus pais em Goiás. E lá...só celular rural. C’est la vie. Eu ainda pensando no IPVA e seguro do carro e no IPTU do apartamento para pagar. Ufa. Obrigada Deus pelo meu trabalho na Open Doors. Agradeci. O telefone vence hoje. As outras coisas até março. Agora, a solução é economizar na viagem à Salvador. Acarajé na rua. Sopa vono pro jantar. Viva Bahia.
Estou começando meu ano bem. Feliz. Mente clara do que sou, o caráter que quero ter e as coisas que quero realizar.


1:15 da tarde

Bem, acordei cedo. Fui ao albergue me encontrar com Milla, Mirú e Dani. Ia levá-las ao aeroporto, e Milla na rodoviária, pois ia para João Pessoa. Mais um amigo, alto, cheiroso e muito educado, lembrando Marcio Kieling, em menor proporção, que tinham conhecido na viagem de barco também foi lá, tinha alugado um carro e ofereceu para levá-las. Engraçado, não fiquei mal. Nem me senti menos importante. Nada dessas besteiras. Novos amigos. Ufa. J’ai grandi.
Falei com minha irmã Silvia. Menti dizendo que tinha passado o ano novo na Igreja. Pra Isaque e pra mãe dele também. Falei a verdade pra Nana no msn, afinal é além de minha irmã, minha melhor amiga, não escondo nada..quase nada...rs. Ela riu. “Não conto a ninguém’. Disse ela. Ri também. Falei com yohan, tava feliz, nem quis saber aonde eu tinha passado o ano novo. Não importava. Pela minha voz sabia que eu tava feliz e ele quis contar que tinha ido ao cinema assistir o filme da abelha. Rimos. Yohan vai a Goiânia ficar com Silvia e as crianças e ainda volta a fazenda e Caldas Novas. Ufa. Agenda lotada. Lindo. Mais quando voltar tenho que me lembrar das recomendações. “Mamãe nada de me beijar na escola na frente dos amigos, só um tchau básico...tenho oito anos e meio’. Tá. Não posso me esquecer. Rs.
Eu estou aqui escutando ‘la liste’ pela ‘catragésima...rs’ vez, e vou sair já pra visitar os velhinhos no Juvino Barreto. Welcome two thousand and eigth.



Fim do primeiro dia do ano

Saí pra correr. De verdade. Mais não corri. Só andei e pensei. As ruas estavam desertas. O parque que costumo ir, Bosque dos namorados, que nome viu..., estava fechado, e então - andar pelo bairro mesmo.
Fui ao Juvino Barreto. Virginia. Visitamos o quarto dela. Nunca se casou. Era enfermeira e depois freira. Franciscana. Li a oração de Francisco de Assis com ela. Ela contou-nos várias histórias. Nos fez rir. Ficou feliz. Disse que o dia dela foi diferente. O nosso também.
Dei uma saidinha com minha amiga Cinthya. Conversar besteiras. Rir de nada. Chorar se fosse preciso.
Ufa. Fim do primeiro dia.
Já vi que até agora meus post são bem pessoais. Coisas do coração. Piegas muitas vezes. Não se preocupe - não vou escrever diários exaustivos dos meus dias assim não. Nem virar um blog de desabafos sentimentais ou de conselhos amorosos inúteis. Mais é o primeiro dia do ano. Esperanças. Fé. Tentativas. Solidariedade. Listas. Perseverança. São coisas que vão fazer parte do meu novo ano. E você também.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

New resolutions for two thousand and eight

Escrever um livro para o concurso barco a vapor
Correr mais... neca de colocar a roupa de ginástica, colocar no msn...’fui correr’, e nada
Fazer mais piqueniques com Yohan no parque das dunas
Viajar para pipa mais vezes
Não colocar mais o nome de colegas da facu nos meus trabalhos, se não participarem.
Traduzir mais músicas em francês
Praticar mais o violão
Preparar mais minhas aulas
Driblar a tristeza quando ela vier
Não ficar deitada pensando besteiras. “Wake up little Susie’ Simon and Garfunkel
Ver mais o pôr do sol
Acordar mais tarde no sábado e domingo
Andar mais a pé
Andar mais de ônibus
Tomar mais latte no café São Braz
Não ficar com saudades do Starbucks
Nem do Sylver
Rir mais
Chorar quando eu quiser
Escrever mais para meus amigos que não moram em natal
Ler a história do povo brasileiro/Darcy ribeiro
Ler 100 anos de solidão, de Márquez
Escrever mais para minhas sobrinhas
E para minha mãe. Ela gosta de cartas e eu também
Olhar mais a agenda da escola e as tarefas de casa de Yohan
Visitar os velhinhos no Juvino Barreto com freqüência
Continuar desconectada dos meus vizinhos
Caminhar mais na praia
Usar mais o protetor solar
Brincar mais com Beethoven, cachorrinho de Yohan
Enviar um presente para minha irmã Anna no seu aniversario de 30 anos
Viver mais o hoje. Ser feliz.