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domingo, 30 de março de 2008

Dia Branco

Geraldo Azevedo
intérprete: Elba Ramalho
http://www.youtube.com/watch?v=rGmuKpWMBGA

Se você vier
Pro que der e vier comigo
Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar
Nesse dia branco
Se branco ele for
Esse tanto esse canto de amor
Se você quiser e vier
Pro que der e vier comigo

Antonio Machado


"Caminante, no hay camino,

se hace camino al andar."

"Todo pasa y todo queda,

pero lo nuestro es pasar,

pasar haciendo caminos,

caminos sobre la mar.”

Antonio Machado, outro poeta da simplicidade, como Mário Quintana que amo muito.

Um mundo num grão de areia

"Ver um mundo num grão de areia
E um céu numa flor silvestre,
Ter o infinito na palma de sua mão e a eternidade numa hora".
William Blake

Poema que inspirou Rubem Alves, a dar o título ao seu livro de crônicas - Um mundo num grão de areia.

amei.

tocando em frente

Música linda de Almir Sater
Composição: Almir Sater e Renato Teixeira
http://www.youtube.com/watch?v=1QjtpNfdFwE
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Ou nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz


Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

sábado, 29 de março de 2008

escolhas

Estou pensado sobre escolhas...
Temos duas escolhas na vida diante de sofrimento, das injustiças da vida. Ou nos tornamos pessoas amarguradas, ressentidas, reclamonas, culpando os outros e sentindo- nos miseráveis e vitimas ou decidimos viver além, acima do sofrimento, das angústias, das agruras da vida.
Decidimos aprender no deserto, com seu calor de dia e forte frio na noite. Lugar solitário. Crescemos. Galgamos experiência, maturidade. Aceitamos a vida com tudo que ela traz, todas as surpresas que ela nos reserva. Decidimos a viver acima das circunstâncias, acima da mediocridade. Aceitar a vida como ela é não é passividade. É ser ativo na jornada. Muitas coisas que nos acontecem não estão no nosso controle. Não controlamos os desastres na natureza, não controlamos a lei da gravidade. Não controlamos como será nossa infância, ou se seremos maltratados ou muito bem amados e cuidados. Não pudemos controlar, escolher se teríamos uma infância, feliz ou sem infância. Não podemos controlar um monte de coisas no momento presente, assim como não pudemos controlar o passado, mas podemos decidir vivermos intensamente nossa vida, independente do que aconteceu, acontece ou pode acontecer.
Joni, de uma biografia que li recentemente. Uma jovem linda e talentosa se acidentou na piscina e ficou paraplégica. Ela podia ter sido a partir daí uma pessoa miserável, frustrada e culpar a Deus e outros mais pelo acontecimento. Mas ela optou por continuar vivendo ‘apesar de’. Tornou-se uma pintora com o lápis na boca, pois não podia mover as mãos. Casou-se. Procurou ser feliz e aproveitar o que lhe restava da vida.
Aceitar a vida não significa passividade, como já disse. Você se torna ativo nas decisões. Você decide o que come, o que fala, o que crê. É tão bom ser livre para escolher. Deus não nos fez robôs, mas seres capazes de decidirem o que achamos que é o melhor. Que bom, é quando o temos aliado nas decisões. Ele conhece o futuro. Ele sabe o que é melhor. Basta perguntá-lo e Ele nos orienta. O interessante é que na maioria das vezes sua orientação vem do que Ele já nos deu, que é a capacidade de analisar, pensar e decidir. Já pensou se só tomássemos decisões certas? Tudo seria perfeito. Mas não acontece. O erro também nos faz crescer. Deus nos deixa tomar nossas decisões. Algumas são o melhor se Deus para nós, outras não. São importantes também. Escolho viver a vida com intensidade. Escolho viver além das dificuldades. Não é utopia. É decisão.

musica, amor e vida



Linda Sua voz. Amei de ‘primeira mão’, melhor, de primeira vez que ouvi naquele bar que eu comemorava meu aniversário. Fiquei tão encantada com você, que parecia que eu conseguia ver sua alma, através do seus olhos. Quis negar o que eu percebi claramente: Você tinha alguém. Ignorei. Cheguei em casa e encontrei seu site e te deixei uma mensagem, querendo saber mais da sua agenda, pois queria ouvir você novamente. Mais não era verdade que queria saber só sua agenda. Estava sentindo um burburinho no meu coração, e queria mesmo era ver você. Você pediu meu msn para passar a agenda, mantermos contato. Falar com você fez minha noite, mesmo você naturalmente dizendo que tinha uma namorada. Você me ligou e tomamos aquele suco juntos. Mais aquilo não estava certo. Da minha parte não. Eu me pegava pensando em você, querendo fazer um monte de coisas juntos... Cozinhar com você e para você, surfar juntos, ler o rascunho do meu livro, falar da vida, cantar o “Dia branco’ de Geraldo Azevedo para você (mesmo não fazendo a nota D/C corretamente... rs), e encher você de beijos. E essa é uma atitude fora dos princípios que tenho para minha vida – não querer ninguém que já tenha alguém. Quero alguém livre como eu, e não pensar em alguém que já compartilha a vida com outra pessoa.
Não posso ser sua amiga por agora. Meu coração precisa se acalmar. Assim, meu coração estará em paz comigo mesma, com meus princípios e com aquela que já está na sua vida. Ela é linda, como você, e quero que sejam bem felizes mesmo. Mais sua música vai continuar comigo, pois esta me trouxe paz e tranqüilidade.
Um abraço. Sucesso em tudo. “Seja feliz, sempre”.

Susie Soares

quinta-feira, 20 de março de 2008

comentários

Para deixar um comentário, deve-se ter um blog, ou apenas uma conta do g-mail. Esse recado é para você Fê, e quero mesmo saber o que acha do que escrevo. Saudades de tú aí em Londres...frio, né? Bem, aqui na cidade do sol...sol, praia, sombra e agua fresca, uai! Fique com Deus amiga. Ame. Conselho de Edith Piaf no Filme.

domingo, 9 de março de 2008

08 de março de 2008

dia da mulher.

mulher-mãe. uma parte do que sou. fui comer crepe com meu filho na escola dele.

mulher-amiga. encontrei alguns deles lá. rimos.

mulher-sentimento. recebi uma ligação. meu coração acelerou e supirei.

mulher-razão. li um pouco e escrevi sobre bagunça e manias. mais de mim.

manias

Todo mundo tem manias. Eu tenho também. Planejo tudo e faço listas. Acho que por isso amei a musica ‘la liste’, de Rose. Faço lista de coisas a fazer no dia, na semana, no mês , no ano. Faço lista de supermercado. Lista de amigos a cultivar. Lista de coisas que quero mudar em mim. Listas. Listas. Ufa. Mania. Mais não é que elas me ajudam a viver? Faz um bem que só. Amo riscar da lista o que já alcancei. É uma sensação de conquistas. ‘Accomplishment’.
Em sala de aula, um dia desses, o tópico de discussão era esse: planejamento de vida. Uma aluna disse prefere não planejar e deixar a vida ‘acontecer’. Ela disse que gosta das coisas imprevisíveis e não esperadas. Eu não. Planejo meu aniversário. Minhas viagens. Meus feriados. Minhas aulas. Minha saída ao centro da cidade. Qual rua ir. Evito estresse. Economizo gasolina. Poluo menos. Planejo os trabalhos da faculdade. Consigo entregá-los em dia.
Bem, isso não significa que eu não gosto de surpresas. Amo. A vida é cheia delas. Mais não consigo deixar de planejar a curto e longo prazo. O que quero alcançar nos meus próximos 10 anos. O que quero atingir e conquistar nesse ano. Construo o futuro com ações e metas no meu presente.
Cada um tem suas manias, e tem que aprender a lidar com elas. Aceitá-las ou abandoná-las. Fico com a primeira opção.

bagunça

Estou pensando sobre a bagunça. Acabei de ler crônica de Rubem Alves, onde ele falava sobre a bagunça. Que interessante, ele também enxerga o lado positivo da bagunça. Ele é mais bagunceiro que eu. Ele não coloca os livros no lugar e deixa tudo em desordem. Eu gosto de um pouco de bagunça na casa, pois não faço de propósito, ela acontece e convivo bem com ela. Porque lavar a louça depois da janta, se minha mente está borbulhando com alguma idéia que quero executá-la ou escrevê-la? Porque devo sair organizando a casa toda noite antes de dormir, se não vejo a hora de deitar e ler mais um capítulo do livro que estou lendo no momento?
Gosto do meu pequeno escritorio organizado. Os livros têm que estar no lugar. Facilitam minha vida. Gosto de procurar uma anotação, e achar com facilidade.
Gosto de procurar um livro para transcrever um parágrafo e achá-lo aonde coloquei. Mas não me preocupo com uma bagunça de vez em quando, mesmo no meu escritório. É bom colocar os livros de volta. É bom organizar. Como organizar se sempre estiver tudo
nos devidos lugares?
Um dia, quando eu morava em Londres e trabalhavam em uma família, cuidando das crianças, pedi a menina de 9 anos Sophie, que organizasse seu quarto. Fiz minha obrigação em pedir e ela me respondeu calmamente “I like the way it is, I feel more at home”. Aquela pequena bagunça a fazia se sentir em casa. Concordei. O quarto não estava um caos, apenas algumas coisinhas fora do lugar. Uma certa bagunça dá um ar de aconchego.
Rubem Alves é um bagunceiro assumido. Ele citou em sua crônica sobre a bagunça no livro”Um mundo num grão de areia”, que Kurt Goldstein, um nome desconhecido para mim, explicava sobre o comportamento de pessoas que não conseguem conviver com a Bagunça. Kurt explicou; “as pessoas de posse de suas funções, intelectuais normais são capazes de conviver com a bagunça, do lado de fora, porque a sua mente as coloca em ordem, do lado de dentro. Mas aquelas que haviam sofrido aquele tipo de lesão (ele explicava sobre pessoas que haviam tido seus cérebros lesados durante a guerra) cerebral haviam perdido esse poder organizativo interno. Se o mundo de fora tivesse bagunçado, o seu mundo interno estaria bagunçado também. Daí a compulsão de manter o mundo de fora organizado.
Que interessante. Super organização pode virar neuroses. Quero viver em paz com minha bagunça e com minha organização. No stress.