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sábado, 12 de abril de 2008

carpe dien!!!

'É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã". Essa frase de Renato Russo fez parte dos meus pensamentos essa semana. Um amigo colocou no msn 'Viver um dia de cada vez e assim, sentir melhor a sua tez !!
Às vezes queremos que o dia acabe logo, e essas frases não significam tanto. Como foi segunda-feira passada....acordei com dor de cabeça, triste, ansiosa, e não sabia exatamente as razões. Não tinha bebido vinho demais (olhe que duas taças já são demais para mim) e não tinha bebido nada, não tinha comido demais (o que tambem faz minha cabeça doer....quando estou em Goiás tenho dor de cabeça pelo menos uma vez por semana, pois a comida da minha mãe, mais os pães de queijo...), e não estava preocupada com nada, bem, nada especifico. Lógico, vivo minhas escolhas. Independência que às vezes é sinonimo de solidão, trabalho árduo. Vejo as noticias, com tantas pessoas desabrigadas pela chuva, as guerras continuam, a violência, o mal solto por ai... Mas sei, minha dor de cabeça vem como parte de um mal da segunda-feira que me dá às vezes. Não gosto das segundas-feiras. FATO. Aí, acordar com a cabeça doendo e a dor não passar com remédios e perdurar o dia inteirrroooooo. Meu Deus você não vê a hora que o dia termine.
Logo de manhã o diálogo com Yohan no carro foi mais ou menos assim:
Ele, procurando meus olhos no retrovisor: _ Mamãe, você não tá sorrindo hoje.
Eu, meio zonza, tonta, sei lá: Tô com dor de cabeça mon amour.
Ele: É TPM? e sorri.
Eu: Não. Encostei minha mão na dele. Ficamos caladinhos até chegar na escola. Já sabe que quando estou com dor de cabeça, gosto de ficar quietinha assim...Meu Deus, amo esse menino. Mais aí chego no trabalho e passo o dia inteiro assim - muita dor de cabeça.
Depois do trabalho vou direto para a faculdade. Antes disso, voltei para casa, para o almoço, peguei o Yohan na Escola, que é em Ponta Negra, é uma pequena viagem todos os dias, vi as tarefas dele, vi a agenda, se tinha recados, voltei pro trabalho, e cheguei na faculdade para uma aula, que, olhe, sinto muito, é uma Universidade Federal, mais tem professor que tá ali empurrando com a barriga. Eu me sento. Vejo minhas colegas, principalmente Camilla, que é a minha amiga mais chegada. Conto que estou com dor de cabeça, com vontade de ter um namorado, com fome, sem banho e quase choro. Pronto. Aula acaba, não me lembro nada que a professora falou. Chego em casa assim - cansada, triste, desanimada, suada e faminta. Choro. Fim do dia. Ufa. Viver esse dia foi dificil. Sobrevi, mais não vivi bem. Não consegui sorrir, não consegui escrever, conversar bem com as pessoas, e assim se foi meu dia. Dias assim fazem parte da minha vida. Quando tenho TPM, são às vezes dois dias desse jeito. Fácil? NOP. Mas quero viver. Por isso gosto do nascer do sol. É um novo dia que surge. É um recomeço. E cada novo dia, é dia de tentar novamente, ter esperanças.
Tem um filme de Adam Sandler e Drew Berrymore, que se chama 'como se fosse a primeira vez', que ela perde a memória, e ele tem que conquistá-la todos os dias. Outro filme, assisti ontem....'antes que o dia termine', um filme com Jennifer Love Hewitt. Nesse filme, o casal tem a chance de viver o mesmo dia pela segunda vez, e fazem novas escolhas para que o dia tenha um fim diferente. Quero aprender a viver um dia de cada vez, como meu amigo escreveu, e amar como se não houvesse amanhã. O mais importante é ainda estar com vida e poder amar. Mesmo que eu expresse isso, só com meus olhos pelo retrovisor, sem muitas palavras.

4 comentários:

Lucia disse...

Oi... nossa, como eu aprendi isso quando minha mae faleceu! Inclusive esse filme da Jennifer Love Hewitt passou uns meses mais tarde e fiquei mais deprimida ainda. Nao devia te-lo assistido.

Nunca sabemos o que vai acontecer no dia de amanha, entao temos que amar e viver intensamente pra nao haver arrependimentos ou nada deixado pra tras. Apesar de eu saber que fiz de tudo pra minha mae, ainda sinto que nao aproveitei todos os momentos o suficiente. E isso nao volta mais.

Foi a coisa mais importante que ja aprendi na vida, infelizmente de uma maneira meio dura. Tento ao maximo do possivel "not to take anything for granted", como eles dizem aqui, ou seja, nao esperar que as coisas acontecam como espera ou pensa. bjinhos

silcia susie soares disse...

Querida Lúcia, linda sua expressão sincera sobre perdas e como você aprendeu a 'not to take anything for granted', e tenho procurado aprender com as experiências dos outros, e a sua me fez pensar mais... que quero amar mais, dizer que amo com mais frequência, abraçar meus queridos e procurar ser feliz no hoje. Obrigada por ser uma leitora fiel, e caminhar comigo, nessa travessia - vida. abraço forte.

Edson Marques disse...

Susie,

belíssimo texto, o teu!

Mude,
mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
(...)
Agradeço pela publicação do meu poema MUDE aqui no blog (em 18/03).

Pena que você disse ser "de Clarice Lispector". Não é. Mas também não é culpa tua: muita gente pensa que é da Clarice...

Detalhes em http://mude.blogspot.com

O livro "Mude" acaba de ser lançado pela Pandabooks, com prefácio de Antonio Abujamra - e está à venda nas grandes livrarias.

Se puder, veja também o vídeo Mude.

Abraços, flores, estrelas...

silcia susie soares disse...

Querido Edson, fui no seu blog, acabei deixando um comentario anonimo, mais não foi de proposito, apertei a tecla antes da hora....rs, mais vou mudar a a autoria do Poema MUDE, que é lindo. Abraço