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sábado, 31 de maio de 2008

vida e trabalho

Essa semana pensei bastante sobre o trabalho. Estava na aula de conversação de francês ontem, e o tema envolvia isso também...pensei mais ainda. A maioria de nós, trabalhamos para sobrevivermos. Para comermos, vestirmos, estudarmos, dar escolas para nossos filhos, bem, o básico, e se sobra um pouco, fazemos algumas coisas mais. No geral é isso. Mas pensei também sobre a vida. Pensei que muitos de nós não satisfazemos com o que temos, e sempre ficamos esperando mais para então sermos completos, realizados. Já ouvi tanto 'quando eu me aposentar vou desfrutar da vida'...ou 'quando eu terminar isso ou aquilo vou viver bem...', já ouvi também, pessoas infelizes achando que quando tiver a casa, o carro, ou o trabalho dos sonhos, serão felizes... e pensei sobre mim. Recebi essa semana, o email da escola em que trabalho, para comunicarmos a nossa disponibilidade de horários para o semestre que vem. Todo semestre podemos escolher quantos dias e horas trabalharmos. Eu estava com 11 turmas, tempo integral. Segunda a Quinta no trabalho. Na sexta, um projeto de música e literatura em inglês numa Escola de Educação Infantil. Lá estava eu, oraganizando meu próximo semestre. Afinal, é meu último semestre na faculdade, estarei escrevendo minha monografia, o que para isso, já tinha decidido que nas sextas-feiras ia trabalhar apenas a tarde, e de manhã ia para a Escola Francesa de Natal, pesquisar sobre meu tema, o bilinguismo.
Tinha que escolher: manter as mesmas turmas, o mesmo salário, e pouquissimo tempo para as coisas que amo, como estar com meu filho, tocar violão, escrever, ir à praia, ou, trabalhar um pouco menos, adaptar-me com um salário menor, e desfrutar mais das coisas simples da vida, que no geral não custa nada financeiramente...mas precisa-se de tempo. Passar uma tarde com Yohan, fazendo panquecas e jogando uno, é um tempo que dinheiro não pode comprar.

Aí decidi, e enviei minha resposta: terças e quintas a tarde, livre. Tenho a opção para isso nesse momento da minha vida. Consigo viver com menos dinheiro. Não quero que o capitalismo selvagem, o consumismo excessivo me escravize. Quero viver bem, nesse momento presente. Não quero esperar. A vida não espera. Meu filho faz 09 anos no dia 08 de junho. Quero desfrutar de tempos inesqueciveis com ele, agora. Quero cuidar mais de mim, hoje. Quero fazer o que amo, ao longo da caminhada, não apenas quando eu chegar em determinado lugar, ou momento da minha vida.
Muitas vezes não temos opções, mulheres que saem de madrugada para trabalharem do outro lado da cidade, para dar apenas o de comer aos filhos, e outras situações assim, é tão real na nossa frente....mas quando temos a opção, e deixamos o dinheiro controlar nossas decisões, aí....podemos repensar nossa existência, nossas prioridades e nossos valores e refletirmos, para não deixarmos a vida passar de qualquer maneira e no fim dela, acharmos que não valeu a pena e aí não temos mais opções. Passou. Viva bem, hoje.

2 comentários:

Lucia disse...

Tb concordo que a gente deve viver o HOJE. Pode ter planos pro futuro e trabalhar e agir pra torna-los em realidades, mas nao ha nada como o presente! Aproveitar cada minuto que nao volta nunca mais e dar prioridade as coisas importantes na nossa vida! bjos

Camila disse...

Passei aqui pra saber como você está e ler seus escritos. Saudades, viu?! Eu ando meio ausente, mas você deve saber que minha vida deu uma complicada enorme nos últimos dois meses. Agora estou tentando descomplicar tudo.

Adoro vc e te admiro muito! Beijos!