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sábado, 6 de setembro de 2008

Escolho o amor

"Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver de escolher entre o amor e a individualidade, opte pelo segundo. Os solteiros que não estão bem são geralmente os que ainda sonham com um amor romântico. Ainda possuem a idéia de que uma pessoa precisa de outra para se completar. Pensam, como Vinicius de Moraes, que "é impossível ser feliz sozinho". Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos.
Flávio Gikovate, psiquiatra,  à revista VEJA, em entrevista a Duda Teixeira.

 

...vou criar coragem, e peitar Flávio, discordo de você. Eu escolheria o amor. Nem que ele não durasse para sempre. O meu primeiro casamento durou apenas 11 anos. Mas estou aberta para outro. Dividir a vida com alguém, que se tenha afinidades, companheirismo, é muito melhor que a individualidade que acompanha a solidão. Escolho o amor com individualidade, onde um não se perde no outro, mas um ajude ao outro a se encontrar consigo mesmo,  viver melhor, alcançar os sonhos individuais, sonhos construídos juntos, a vencer as desilusões, os fracassos, os dias maus e celebrarem juntos as vitórias. Fico com Vinicius de Morais. Não impossível viver feliz sozinho, mas melhor estar com alguém. Dividir a vida com outra vida.

            Amei uma  dedicatória de um autor à sua mulher: ‘dedico esse livro à leoa que acorda comigo todas as manhãs, e me ataca com carinho’. Acredito no amor, e ainda no casamento. Gosto de idéias caducas então. Por isso, àqueles que já tem um amor, cuide dele, cultive-o, viva intensamente. Àqueles que ainda não têm, não desistam, vivam bem o hoje, aprendam a estarem bem sozinhas, mas sem perderem a esperança de terem alguém para entrelaçarem os pés na noite, cansados do dia duro, e vivendo juntos sem prisão, sem pressão, simplesmente por que faz bem aos dois. Amour.

 

           

 

 

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