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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O NOVO



Gosto de desafios. Riscos também. Penso bem antes de decidir. Mas chega um momento que está posto à nossa frente opções e temos que escolher. Comecei dois mil e dez deixando ‘espaço para o novo’, como disse Roberto Shinyashiki, no livro ‘A revolução dos campeões’.

Estou na Empresa Open Doors há sete anos como professora de inglês. Gosto. Muito. Mas chegou a hora de mudar. Os horários não bateram muito para eu conciliar o mestrado e o trabalho lá. Pedi demissão. Não tenho um novo trabalho. Nem perspectiva de conseguir uma bolsa da Universidade rapidamente. Medo? Não. Apenas expectativa para receber o novo. Esperar o novo significa ficar quieto esperando o anjo abrir outra porta? Pra mim não. Querer o novo significa bater em outras portas. Renovar contatos. Enviar email pra uma nova escola que tem turmas noturnas e aos sábados. Colocar anúncios no jornal. Falar com amigos. Não ficar em casa deitada pensando se iremos conseguir. Levantar. Crer. Não desistir. Continuar agindo. E não fico desesperada nunca? Raramente. Aí me lembro que a Bíblia diz que ‘a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem’. Lembro-me também de pesquisas que foram feitas que mostraram que ‘as grandes conquistas da humanidade foram realizadas por homens e mulheres cansados e desanimados, mas que NUNCA DESISTIRAM’.

Gosto do que Fernando Pessoa escreveu; “...da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do universo e por isso minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer...por que sou do tamanho do que vejo, e não do tamanho da minha altura...”. Por isso vejo coisas novas e maiores. Revejo minha missão de vida. Minhas metas. Planejo. Oro. Organizo aulas particulares para os alunos que ainda virão. Vou a livraria ler livros que me ajudem a ter a visão clara do que quero alcançar na minha vida. Hoje descobri um. “O que realmente importa’ de Anderson Cavalcante. Fez-me ver que estou no caminho certo. O novo virá. Bienvenu.